O Colégio São Luiz é mantido pela Associação Beneficente Coração de Jesus, da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, tendo São Luiz Gonzaga, o protetor da juventude, como seu patrono.
A história dessa tradicional instituição de ensino começa em 9 de julho de 1903, quando o Padre Antônio Eising (vigário da paróquia de Brusque) acompanhado do padre Josef Suntrup, funda a Escola Paroquial, com o objetivo de promover a educação da comunidade católica.

As irmãs da Congregação da Divina Providência assumem a tarefa de instruir e educar as crianças brusquenses. No primeiro ano, havia 14 alunos, número que chegou a 130, em 1916, e evoluiu a cada novo período letivo.
O primeiro endereço foi a Casa Peiter, alugada para esta finalidade na rua principal da cidade. Desde 1909, a instituição passou a ocupar sede própria, no alto da colina, atrás da Igreja Matriz, onde permanece até hoje.

Em 1936, a Escola Paroquial Santo Antônio passa a abranger também a Escola Normal Primária que, em 1949, é instituída como Curso Normal Regional Luiz Sanches Bezerra da Trindade. A Biblioteca Pedro Paulo Philippi foi inaugurada em 1938 para uso de professores e alunos.
Em 1942, a Escola Paroquial Santo Antônio é reconhecida como Grupo Escolar e, em 1958, ganha também o curso ginasial. Ainda na década de 1940 é construída uma sede própria para o Jardim de Infância e um novo prédio para a residência das irmãs, doação do Cônsul Carlos Renaux. Um campo para a prática de Educação Física, com área coberta, foi implantado em 1950.

Em 1953, é instituído o Ginásio e Escola Normal São Luiz – pertencente à Paróquia São Luiz Gonzaga – e, para atender às solicitações dos pais, instala-se um pensionato junto ao Grupo Escolar para hospedar os alunos. Uma nova ampliação é necessária, e inaugura-se o novo edifício em 1958, permitindo hospedar 80 pensionistas.
Em 1951, em nome da Paróquia São Luiz Gonzaga, o padre João da Cruz Stuepp, professor do curso de Filosofia do Convento Sagrado Coração de Jesus, assume a direção dos cursos do Senac em Brusque, dando início à Escola Técnica do Comércio São Luiz, dedicada à formação de auxiliares do comércio, técnicos em contabilidade e datilógrafos, chegando a ser reconhecida como uma das melhores do Brasil.

Em 1968, o Ginásio é incorporado à Província dos padres Dehonianos. O reconhecimento do Colégio São Luiz pelo Ministério da Educação e Cultura ocorre em 1971, através da Portaria nº 5/ISES/71.
Em 2001, o Colégio São Luiz adquire a Educação Infantil das irmãs da Divina Providência, passando a oferecer atendimento a crianças a partir de um ano e meio. Desde sua fundação, a Instituição constituiu-se num centro de irradiação não só de letras, mas também da doutrina cristã e de espírito de caridade, atendendo alunos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.

Padre João Leão Dehon

Sociólogo, escritor, advogado e sacerdote. Foi ordenado em 19 de dezembro de 1868, na Basílica de São João de Latrão, e fundou a Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus em 28 de junho de 1878. Culto, santo e dinâmico foi muito conhecido na França porque soube ouvir os gritos dos excluídos e amar a Igreja. Fundou jornal e revista, publicou livros, escreveu artigos e cartas.
João Leão Dehon nasceu em 14 de março de 1843, em La Capelle, ao norte da França. Lutou contra o preconceito da família para se tornar religioso. Obediente, vai a Paris para estudar na célebre Escola Politécnica, mas simultaneamente matricula-se no curso de Direito. Durante uma viagem pela Terra Santa, sente a confirmação do chamado ao sacerdócio. Na volta, segue diretamente a Roma, onde se matricula no curso de Filosofia. Segue seu itinerário acadêmico conquistando o doutorado em Filosofia, Teologia e Direito Canônico.

Apesar de sua intensa vida acadêmica e pastoral, Padre Dehon sentia que faltava algo em seu coração. Fundou, então, a Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus e, com ela, dedicou-se ao debate da questão social. Quando faleceu, em 12 de agosto de 1925, estava com 82 anos. Seus restos mortais repousam na Igreja de São Martinho, em São Quintino, na França. Deixou diversas obras sociais publicadas. Suas últimas palavras foram: “Por Ele vivi, por Ele morro”.